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14 de Fevereiro de 2018
"Reis de Copas", Grêmio e Independiente abrem Recopa atrás de mais uma coroa
Adversários da noite desta quarta-feira usam slogan por conta de títulos e fazem espécie de tira-teima de 180 minutos
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Quando a bola rolar a partir das 22h desta quarta-feira, no Estádio Libertadores da América, a Recopa fará Independiente e Grêmio disputarem cada palmo de chão. Além de valer o título, há um duelo real em jogo na Argentina: as duas equipes abraçam a alcunha de "Rei de Copas", cada um em seu país, embora o Rojo também estenda os tentáculos pelo continente. Desta forma, ao final das duas partidas, será o momento da coroação definitiva apenas para um dos lados.

Após a conquista da Copa do Brasil, em 2016, o Grêmio cunhou a expressão para si por ter se tornado o maior vencedor da competição, feito igualado pelo Cruzeiro em 2017. Mas o Tricolor, não satisfeito, abocanhou o Tri da Libertadores e se colocou também entre os maiores ganhadores desta competição entre os clubes brasileiros. Não é preciso dizer que os gremistas compraram a ideia com facilidade.

- Jogar contra um clube que tem tantos títulos quanto eles (Independiente) em uma decisão é sempre mais difícil, é clube de tradição. É sempre importante. Se for reparar, ao longo dos anos, os times de mais tradição são os mais vitoriosos quando jogam contra outros clubes - aponta o zagueiro Pedro Geromel.

Uma disputa velada e secundária, claro, acaba também em campo. A tradição das duas camisas dá um peso diferenciado para a partida. Juntos, os clubes somam 10 taças da Libertadores da América - sete pelo lado do Independiente, razão seu estádio levar este nome. O Rojo ainda soma outras duas Copas Sul-Americana, em um total de nove títulos continentais. A maior parte das conquistas ocorreu entre as décadas de 60 e 70. As Libertadores vieram em 1964, 1965, um inimaginável tetra entre 1972 e 1975 e 1984, este último justamente em cima do Grêmio.

Pelo lado argentino, no total, são 20 conquistas, contra 11 títulos do Grêmio. Foram considerados competições de mata-mata, como Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil, além de Mundiais e a própria Recopa. A vantagem é do lado gringo, mas nada que assuste os tricolores.

- Acho que são dois times muito grandes da América do Sul, vão enfrentar mais uma decisão nas suas histórias. Mas a camisa e a história não ganham mais nada. São os jogadores que têm que honrar a camisa que usam. Vamos tentar fazer isso - completa Kannemann, argentino que conhece bem a peleia que terá pela frente.


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