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07 de Fevereiro de 2018
Mão calejada pela vida: Juninho Capixaba, do Corinthians, conta sua história
Lateral-esquerdo fala da infância pobre, da relação com o pai e diz que é "um segundo Arana"
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Embora use os pés – principalmente o esquerdo – em sua caminhada no futebol, é nas mãos que o lateral-esquerdo Juninho Capixaba, do Corinthians, carrega calos.

Contratado aos 20 anos por cerca de R$ 6 milhões para ser o substituto de Guilherme Arana, o jogador não esquece da infância e adolescência difícil que teve, quando a mãe sustentou sozinha uma família de sete filhos, deixados para trás pelo pai.

Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, o garoto se mudou aos oito anos para Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Por lá, colocou a mão na massa junto de um tio para ajudar a mãe.

– Minha infância foi muito pobre. Aos seis anos tivemos problemas familiares, meu pai se separou da minha mãe e abandonou a família. Ela criou sete filhos, mas um deles faleceu aos dez meses. Nunca nos deixou faltar arroz e feijão, mas isso marca muito a situação da minha vida. O futebol é o fator principal para ajudar a mim e minha família, principalmente minha mãe – contou.

Embora o episódio tenha marcado a vida de Juninho, ele diz não guardar mágoas do pai. A prova do sentimento sincero está tatuada em seus braços. O direito leva o nome de Luis Antônio. O esquerdo o de Joanilza, a sua "guerreirinha", como ele diz.

– Tenho contato com meu pai até hoje. Apesar de tudo, eu o perdoo. Trato normal e tenho amor por ele. Mas claro que o amor que tenho mesmo, de verdade, é pela minha querida mãe.A referência aos calos das mãos de Juninho no início do texto não é figurativa. Durante a entrevista, o jogador mostrou as marcas do passado no corpo que guarda com orgulho.

– Fui para Campos para ficar perto da minha mãe, eu e minha irmã mais nova ficamos dois anos e meio longe dela. Por lá, apareceram oportunidades para ajudá-la, chances de ganhar um trocado para comprar um pão, um arroz. Junto do meu tio, capinava quintais, carregava carroças, tirava entulhos, me deixava feliz ajudar minha mãe. Tenho calos na mão até hoje.A realidade para o camisa 6 do Corinthians, porém, hoje é muito diferente. Depois de brilhar no Bahia na temporada passada, foi identificado por Fábio Carille como o substituto ideal para Guilherme Arana no atual campeão brasileiro. No novo clube, assinou até o fim de 2021. E se diz já adaptado.

– Eu, psicolologicamente, já vim preparado. Sabia que era o Corinthians. É o maior do Brasil, o clube que todo jogador quer jogar. Vim preparado mentalmente. O Fábio e os jogadores me deixaram num ambiente à vontade. Para mim, é como se eu fosse um segundo Arana. Foi fácil.

Com Juninho, o Corinthians volta a jogar na sexta-feira, às 19h (horário de Brasília), contra o Santo André, no ABC.


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